Queimadas na Amazônia no 1º semestre são as maiores em 20 anos no Brasil.

Créditos da reportagem: Redação Oeste

Foto Reprodução/Flickr

Num passado recente, bem recente mesmo, ouvíamos um estrondoso estardalhaço na mídia, um verdadeiro massacre da classe artística e de grupos ligados ao meio ambiente, pela situação, que de fato é preocupante, da tragédia que são as queimadas, em qualquer que seja o bioma.

Contudo, os números hoje se mostram mais alarmantes, em comparação com anos anteriores, segundo as estatísticas dos últimos 20 anos.

Como pode não haver, no Brasil, seja lá que governo for, um plano preventivo de combate a incêndios dessa natureza?

Como podemos passar ano após ano falando sempre a mesma coisa?

Falar de uma tragédia que tem um período certo para começar e terminar, sem haver uma política de prevenção, de preparação para o enfrentamento.

As campanhas eleitorais se utilizam do meio ambiente, em suas plataformas políticas, para cooptarem votos, mas entra e sai governo e nem o básico é feito.

Acho que descobriram que isso dá muitos votos.

 

O que Marina dizia em 2020 sobre queimadas no Pantanal.

Créditos da reportagem: Cristyan Costa

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Podemos levantar aqui alguns ditados populares que resumem bem o que acontece, de forma geral, e que cabe bem na nossa política, como por exemplo “pimenta nos olhos dos outros não arde”, ou “o mundo dá voltas”, e que tal “nada como um dia após o outro”, que se levado para a política, poderia ser, “nada como um governo após o outro”.

Em 2020 a atual ministra do Meio Ambiente, Marina Silva teceu fortes críticas ao governo Bolsonaro pelas queimadas no Pantanal.

“O que precisa ficar claro é que as queimadas no Pantanal e na Amazônia não são acidentais”, publicou ela em 16 de setembro daquele ano. “Fazem parte de um projeto de uma visão de mundo que despreza o meio ambiente, com os quais o governo compactua e incentiva. O Pantanal chama e clama por ajuda urgentemente”.

Agora que ela é governo, a ministra colocou a responsabilidade na “ação humana” e nas “mudanças climáticas”, mesmo com recorde de queimadas no Pantanal. Ainda assim ela afirma que tudo foi feito e que medidas preventivas foram tomadas. Ufa!! Ainda bem, porque senão, talvez, o Brasil todo estaria em chamas.

 

Fux exalta Parlamento em julgamento sobre a maconha: ‘Nós não somos juízes eleitos’.

Créditos da reportagem: Cristyan Costa

O presidente do STF, Luiz Fux, durante evento ‘Arbitragem e Desafios’, em 29/04/2020.| Foto: Eliane Neves/Estadão Conteúdo

No dia 25/10, terça feira, durante o julgamento da descriminalização da maconha no Supremo Tribula Federal (STF), o ministro Luiz Fux soltou o verbo pra cima do seus pares, não apontou o dedo mas fez revelações surpreendentes, se formos levar em consideração o que se passa dentro da Côrte, onde tem ministro dizendo que são representados por 100 milhões de votos.

Luiz Fux afirmou que, “em um Estado Democrático de Direito, a instância maior é o Parlamento”.

“Nós não somos juízes eleitos”. “O Brasil não tem governo de juízes.”

É claro que as declarações do Fux têm haver com o ativismo judicial, o que pode estar o incomodando.

Sabemos todos nós que há, claramente, uma intervenção do STF para assuntos que deveriam ser tratados dentro do Congresso Nacional.

O problema é que um dos motivos, para tal intervenção, é a morosidade, até a falta de empenho, do Congresso em pautar certos assuntos, e nisso tenho que concordar, mas na minha opinião isso não dá poderes ao Judiciário de legislar, muitos menos não respeitar as leis a constituição.

Resumindo o STF está comprando uma briga que não é dele, e numa democracia nunca será.

 

Rodrigo Pacheco afirma que decisão do STF sobre porte de maconha pode gerar insegurança jurídica

Créditos da reportagem: Redação Brasil Paralelo

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Alguém pode avisar ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que a tal insegurança jurídica já está instaurada no Brasil, que não é por causa dessa deliberação do STF, em que deixa de tornar crime o porte da maconha para consumo pessoal. Essa é só mais uma.

Pacheco afirma que o parecer da Suprema Corte invade a competência do Poder Legislativo. Podemos dizer para o Pacheco que também é competência do Poder Legislativo não permitir que essa “invasão” aconteça?

 

Mendonça: ‘Não podemos nos tornar censores das manifestações das pessoas’

Créditos da reportagem: Cristyan Costa

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

O ministro André Mendonça, do STF, diz que fake news é um termo “aberto”, não permitindo uma definição exata do que é mentira ou verdade. De acordo com o ministro é preciso ter cautela e proporcionalidade no combate à desinformação.

“Concordo que as fake News têm de ser combatidas, não há dúvida”, disse Mendonça. “Mas precisamos ter equilíbrio e ponderação para não nos tornarmos censores das vontades ou das manifestações das pessoas”. Palavras ditas durante uma palestra na Controladoria-Geral do Município de São Paulo.

É uma pena que essa voz nada mais é que uma gota no oceano, sinceramente falando. O monstro já está criado e é grande, e praticamente imbatível.

 

Referências:

Fonte: Revista Oeste; Brasil Paralelo