Decisão de Toffoli apaga proprina e confissão de crime, diz jornalista de Estadão

Créditos da reportagem: Redação Oeste

O ministro Dias Toffoli, durante a sessão plenária | Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

Na terça-feira, 21, o ministro Dias Toffoli anulou todas as condenações do empreiteiro Marcelo Odebrecht no âmbito da operação Lava Jato (Por: Crystian Costa). Parece mentira, mas mesmo confessando seus crimes e apontando outros culpados, numa delação premiada.

O jornalista Francisco Leali, do jornal Estado de S. Paulo, diz em sua coluna. “O acordo da delação ainda estaria de pé, mas as condenações que decorrem disso e foram impostas ao empresário caíram”. A imparcialidade, do então, na época, juiz Sérgio Moro, tão alardeada pelos ministros do STF, a incompetência do foro de Curitiba, que foi trazida à luz depois de cinco anos, pelo menos para a maioria da população, já não era sabida na época da operação Lava Jato?

Parece que nós, meros mortais, estamos vivendo em outro mundo. Não é possível que uma confissão de culpa, com detalhes de quem, quando, onde e como, relatados pelo próprio réu, confesso, não possam ser utilizadas para incriminação, por uma simples decisão de um juiz. Mesmo que exista alguns maus feitos técnicos do “jurisdiquês”, cometidos pela Lava Jato, não se pode jogar tudo na lata do lixo e fazer de conta que nada aconteceu. É lamentável.

 

Absolvido, Moro elogia TSE e fala até em se ‘orgulhar do Judiciário’

Créditos da reportagem: Rute Moraes

O senador Sergio Moro durante entrevista coletiva a jornalistas, quarta-feira, 22 | Foto: Rute Marais/Revista Oeste

O ex-ministro da Justiça e hoje Senador Sérgio Moro foi absolvido pelo TSE, nesta terça-feira, 21. Acusado de abuso de poder econômico em 2022, o PT e o PL entraram com uma ação contra o senador. Pimeiramente no TER do Paraná, onde o parlamentar foi inocentado. O PT e o PL recorreram ao TSE, e novamente Sergio Moro foi absolvido das acusações. Agradecendo a decisão tomada pelo TSE, Sérgio Moro teceu elogios a Corte e a seus pares e descartou a possibilidade de ser um presidenciável em 2026.

Como juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, deu ao povo a esperança de que a corrupção, neste país, já não tinha mais espaço. Criou-se um herói. Mas o mesmo juiz, herói, fez algumas lambanças, tanto é que as usaram, no caso o STF, para desmantelar a Lava Jato por um todo, até as suas condenações.

Sergio Moro, de juiz herói ao esquecimento, caminha para ser senador de um mandato só, porque até hoje não soube lidar com a política? Ou tentou ser mais esperto que as velhas raposas? Ou ainda, no seu ego, acreditou numa popularidade que não existia?

 

Câmara aprova projeto de lei que impede benefícios a invasores de terras

Créditos da reportagem: Rute Moraes

Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 21, por 336 votos a favor e 120 contrários, o Projeto de Lei (PL) 895/2023, que impede que invasores de propriedades rurais, condenados ou não, sejam beneficiários de programas relacionados à reforma agrária, regularização fundiária ou linhas de crédito voltadas são setor. Agora o texto do PL segue par ao Senado. Isso já algum avanço para inibição de tal prática, mas espero ainda que novas leis, um pouco mais duras, consigam acabar de vez com invasões de terras, que por um viés social-ideológico, não continuem acontecendo.

No meu modo de entender as coisas invasão de terra é crime, mesmo que as terras não tenham dono, o que é difícil de encontrar, posso dizer impossível, e ponto final. Se não for por meio da justiça, é o mesmo que fazer justiça com as próprias mãos, não pode.

 

Lula deve vetar fim da isenção a importações de até US$ 50: ‘a filha de todo mundo compra’

Créditos da reportagem: Cristyan Costa

O presidente Lula, durante a cerimônia de apresentação do Programa Terra da Gente. Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo.

O presidente Lula disse, nesta quinta-feira, 23, que deve vetar o fim de isenção a importações de até US$ 50 (aproximadamente R$ 250).

Mesmo sendo uma medida impopular, não importa, o que interessa é a arrecadação, e o governo está com um apetite voraz por receita. E o povo? Hora o povo. Pode ser que na visão do governo seria assim: Você, que é pobre, estou te ajudando para não gastar dinheiro comprando bugigangas lá fora, mas se você comprar, é porque você não é pobre, então pode me ajudar com um bom trocado.

E aí? Você que compras as bugigangas lá fora, é rico? Sem problemas paga um pouco mais de imposto?

Fonte: Revista Oestehttps://revistaoeste.com/